Dor d’uvido


Duvido que fique o silêncio,
e que o silêncio passe a dor de ouvido,
e que do vidro passe a luz
e que da luz paciência.

E da ciência que deduz
muito duvido do que diz,
duvido da dadiva e da dor
também do que não condiz.

Por um triz não duvido
da vida e do amor,
eu seria infeliz,
certamente infeliz.

 

lucastamoios

 

One thought on “Dor d’uvido

  1. há dúvida e é bom… gostei bastante de estar aqui Lucas, obrigada por me convidar e logo, logo, estarei colocando em Vidráguas, uma de tuas leituras e indicando teu blog pode ser?

    Um abraço poético e sigamos cruzando versos e palavras. Bom final de semana.

    Carmen Silvia Presotto

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