Perene

Eu estou devendo um texto aqui já tem tempo, então farei um assim, sem muita pressa, mas também sem muita correção gramatical ou pensação.

A vida começou a ficar mais corrida depois de voltar pra faculdade, às vezes então eu fico pensando em como seria não ter obrigações. A princípio a gente pensa que iria ser bom, que teríamos tempo pra fazer o que realmente nos dá prazer. Acho que passaria horas escrevendo e lendo, outras tantas ouvindo música e mais outro resto de vida viajando pra tudo que for lugar na face desse nosso pequeno rochedo cercado de vácuo. Não posso dizer que seria ruim, por não ter vivido isso em plenitude, mas acredito, com toda a fé que me resta, que se não fossem os intempérios, as obrigações, as tarefas, não haveria também personalidade, experiência, e o valor das pequenas coisas.

Quem nunca se orgulhou de um trabalho bem feito? De um elogio merecido? Ou até mesmo do intervalo de quinze minutos de descanso naquela semana hipercorrida? Eu adorava comer fora, hoje temos um restaurante e o que eu gosto mesmo é de comer a comida caseira da minha mãe nos finais de semana…

O que vale mesmo é o raro, o difícil, o instável em seus bons momentos. O que vale mesmo é sorver cada minuto da vida como se fosse o último, é ver o fim de tudo em cada esquina ou até mesmo em um sofá. E encarar o fim não é ser mórbido, é ser sincero consigo mesmo, e entender que, por mais que não pareça, somos apenas mortais.

 

lucastamoios

 

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