Opiniões

Seguindo a tendência controversa das opiniões populares e seguindo uma linha de alguns textos que tenho lido ultimamente, vou hoje falar sobre culturas populares.

Não é de hoje que lemos comentários enfadonhos sobre fãs alucinados de cantores pop em redes sociais; lemos comentários dos que criticam essas pessoas, taxando-as de ridículas e acéfalas; e também os que criticam os que criticam. Não vou criticar ninguém; como disse, tentarei seguir um contrafluxo, não sei se terei sucesso nessa empreitada, mas vamos aos fatos.

[Lembrei-me aqui de um texto – se não me engano, de Quintana – que falava sobre uma carta de um amigo, que “de tão séria, tinha até ponto-e-vírgula“, não é minha intenção parecer solene ao usar esse recurso, é apenas uma mania que adquiri. O ponto-e-vírgula é algo magnífico que se encontra entre o ponto e a virgula e que não pode ser menosprezado e nem superestimado.]

Não tem tempo que decidi abandonar as redes sociais [Facebook, Twitter] por conta do quanto me aborreciam os comentários que eu lia, e mais ainda ao ver que alguns desses comentários saiam da minha própria cabeça.

Se a pessoa tem uma opinião, tudo bem, que a tenha, que a expresse; Apolo está de prova de que eu e Voltaire somos os que morreremos para defender o direito de qualquer um se expressar. Entretanto, o convívio muito próximo dos discursos de amor e de ódio inflamado acaba por nos tirar o bom senso, e caímos no incorrigível hábito de falar o que sequer faz parte do nosso cabedal de pensações.

Eu tinha um amigo que queria ser sempre o único a ouvir uma banda, queria sempre estar numa cultura isolado, único. Além de achar isso um puta egoísmo, acho muita falta de bom senso, principalmente se esse cara resolve entrar pro grupo dos revoltosos contra as culturas populares. Daí que podem existir milhares de coisas muito boas, mas que só por terem se tornado populares já não vale mais a pena. Já ouvi pessoas contestarem a beleza das musicas dos Beatles com o único argumento de que Beatles já virou ‘modinha’. Sinto muito, nobre camarada, pode até não gostar dos garotos de Liverpool, mas esse argumento não vale nem pra uma criança de cinco anos.

Tenho pra mim que isso é apenas a necessidade inerente daquele prazer de ser diferente, que há muito as redes sociais já tiraram de nós.

[Devem ter reparado no subtítulo do blog, é uma alusão direta a essas diferenças que muitos tem em comum. [Fiquei com uma puta vontade de acentuar ‘têm’, mas de acordo com a nova regra é incorreto, mas fica aqui registrado meu purismo contido.[Coloquei tanto puto nesse texto, que ficou parecendo uma conversa de manos.]]]

 

lucastamoios

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *